Câncer de Pulmão, Traqueia e Brônquios

Câncer de Pulmão, Traqueia e Brônquios
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O que é

O câncer de pulmão é um dos tumores malignos mais comuns do mundo e anualmente são diagnosticados cerca de 1,7 mi de novos casos, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os números mostram que o câncer de pulmão, ao lado dos tumores de traqueia e brônquios, é o segundo mais incidente nos homens, com 17.330 novos casos para 2016. Em mulheres é o quarto mais frequente, com 10.890 novos casos.

Existem vários tipos diferentes de câncer de pulmão, divididos em dois grandes grupos:

Câncer de células não-pequenas

Câncer de células não-pequenas

São os mais comuns e constituídos por
três subtipos: carcinomas de células escamosas, adenocarcinomas e
carcinomas de grandes células.

Câncer de pequenas células

Câncer de pequenas células

São mais raros e têm comportamento
mais agressivo.

Veja o Infográfico

Traqueia

A traqueia é um tubo oco formado por cartilagens e músculos, localizada entre a laringe e os brônquios, responsável por conduzir o ar do ambiente externo para dentro dos pulmões.

Os tumores na traqueia são raros. Podem ser benignos ou malignos e primários ou secundários. Entre os primários, os mais comuns são o carcinoma mucoepidermóide e o carcinoma de células escamosas; já os secundários, em sua maioria, são metástases ou invasão direta de tumores próximos à traqueia, como pulmão e esôfago.

carcinoma mucoepidermóide
carcinoma de células escamosas
metástases
invasão direta de tumores próximos à traqueia

Fatores de Risco

Apesar de ser uma doença agressiva e muito frequente, o câncer de pulmão é evitável na maioria dos casos. Os tumores malignos do pulmão, traqueia e brônquios estão relacionados ao tabagismo em cerca de 90% das vezes que ocorrem.

evitar-fumoEstima-se que o risco de um fumante desenvolver câncer de pulmão é de cerca de 20 a 60 vezes maior que o risco de um não fumante. Mesmo para o tabagista passivo, o risco é de pelo menos três vezes mais que o de uma pessoa não exposta à fumaça do cigarro.

Quanto maior o consumo de tabaco maior será o risco de desenvolver câncer de pulmão. As pessoas que param de fumar reduzem o risco de desenvolver a doença.

O câncer de pulmão é diagnosticado depois dos cinquenta anos de idade em 90% dos casos, sendo a faixa etária de 60 a 70 anos a mais frequentemente comprometida.

Até pouco tempo atrás o câncer de pulmão comprometia quase que exclusivamente os homens, porém nas últimas décadas a incidência vem aumentando progressivamente entre as mulheres.

Atualmente, o câncer de pulmão compromete as mulheres quase que na mesma proporção dos homens. Este aumento no número de casos dos tumores pulmonares em mulheres se deve ao consumo crescente de tabaco e a maior dificuldade que as mulheres fumantes têm de deixar de fumar. Além disso, estudos recentes sugerem que talvez as mulheres sejam mais suscetíveis aos efeitos cancerígenos dos componentes do cigarro. Entretanto, observa-se também um aumento da incidência de câncer de pulmão em mulheres não-tabagistas. A razão para isto, contudo, ainda está em discussão.

Risco de câncer de pulmão em fumantes é cerca de 20 a 60 vezes maior do que em não fumantes

Quanto maior o uso de tabaco, maior o risco

Em 90% dos casos, o câncer de pulmão é diagnosticado depois dos 50 anos de idade

Todos os gêneros são afetados

Prevenção

Apesar de ser um tipo frequente de câncer e de causar muitas mortes, o câncer de pulmão é uma doença potencialmente evitável. O consumo de tabaco está estritamente associado ao desenvolvimento desse câncer, assim como os de traqueia e brônquios, e é a causa de cerca de 90% de todos os casos.

Prevenção

Sintomas

Geralmente os sintomas decorrentes do câncer de pulmão aparecem apenas quando a doença já está avançada. Por este motivo a minoria dos casos é identificada em fase inicial.

Não existem sintomas específicos de câncer pulmonar e eles se confundem com as de outras doenças respiratórias, a maioria delas também relacionadas ao consumo de tabaco, tais como o enfisema pulmonar, bronquite e pneumonias.

Os sintomas observados com maior frequência são: tosse, falta de ar, chiado, presença de sangue no catarro e dor no peito. Diminuição do apetite e perda rápida de peso também são sinais que devem chamar a atenção para a possibilidade de câncer.

Qualquer um desses sintomas, observados em fumantes, tanto em homens quanto em mulheres, devem servir como um alerta para procurar orientação médica.

Traqueia – os principais sintomas são tosse, falta de ar, presença de sibilo ou estridor (barulhos que ocorrem quando há obstrução da passagem de ar, como se fosse um assobio) e presença de sangue no catarro.

Tosse

Falta de ar

Chiado

Sangue no catarro

Dor no peito

Diagnóstico

Quando há suspeita de câncer pulmonar, o médico solicita alguns exames. O primeiro a ser realizado é uma radiografia simples do tórax, que serve como um exame de avaliação inicial para o diagnóstico de câncer. Qualquer suspeita de anormalidade no exame de raio-X indicará a necessidade de realizar uma tomografia computadorizada do tórax.

Esse exame fornece informações muito detalhadas sobre os pulmões e é o melhor para se pesquisar a presença de câncer do pulmão. Caso estes exames evidenciem alterações suspeitas de câncer, será necessária a realização de uma biópsia, que significa a retirada de um pequeno fragmento da área suspeita para a análise. Somente o resultado da biópsia pode confirmar a presença de câncer do pulmão.

A biópsia pode ser obtida através de uma broncoscopia ou por uma punção guiada pela tomografia computadorizada. A broncoscopia é um exame endoscópico que permite ao médico visualizar o interior dos brônquios. Pode ser realizado com anestesia local e sedação, sem a necessidade de internação. Além disso, caso se observe alguma alteração nos brônquios, a biópsia poderá ser realizada para esclarecer o diagnóstico.

Nem todos os tumores do pulmão podem ser identificados dentro dos brônquios, por este motivo a broncoscopia não consegue determinar o diagnóstico preciso de câncer de pulmão em muitos casos. Quando isso não é possível, outro exame utilizado é a punção percutânea orientada pela tomografia. Este exame é feito com anestesia local e consiste na introdução de uma agulha pela pele do tórax até se atingir a lesão pulmonar. Por meio dessa agulha pode-se realizar a biópsia da lesão.

Em alguns casos, a biópsia por broncoscopia ou guiada por tomografia não consegue definir o diagnóstico da lesão pulmonar. Nesta situação, se a probabilidade de câncer de pulmão for muito alta (com base em dados da história clinica e achados de imagem), é necessária a biópsia cirúrgica que na maioria das vezes pode ser realizada por vídeo (3 pequenas incisões no tórax).

Apenas com o resultado da biópsia é possível confirmar o diagnóstico de câncer de pulmão. São mais de dez tipos diferentes e esta classificação é importante para a escolha do tratamento.

Traqueia – o diagnóstico de um tumor traqueal começa pela história dos sintomas e avaliação da respiração do paciente através do exame físico.

Radiografia

Radiografia

Biópsia via broncoscopia ou punção percutânea

Biópsia via broncoscopia ou punção percutânea

Biópsia cirúrgica

Biópsia cirúrgica

Saiba mais sobre Tabagismo e Doenças Relacionadas ao Fumo em nosso infográfico.

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