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Obstrução de vias biliares por câncer: papel das próteses (stents) metálicas por endoscopia

Fauze Maluf Filho
Coordenador do Serviço de Endoscopia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – ICESP - FMUSP, Membro do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

No artigo intitulado “Próteses metálicas versus plásticas para obstrução biliar maligna: uma meta-análise”, os autores realizaram extensa revisão da literatura  e avaliação estatística sobre o tema do tratamento do estreitamento da via biliar provocado por câncer. Na maior parte das vezes, trata-se de pacientes com tumores malignos do pâncreas, das vias biliares ou da vesícula biliar, que se apresentam ictéricos pois o fluxo de bile foi interrompido pela obstrução causada na via biliar pelo tumor. Nesta situação, a drenagem interna da bile está indicada se houver infecção associada (colangite), se o paciente for encaminhado para radioquimioterapia antes da cirurgia ou quando não é possível extirpar cirurgicamente o tumor, e o paciente necessita ter seu sintoma aliviado. Para estas situações, o estreitamento biliar tem tratamento endoscópico. Através do orifício por onde a secreção biliopancreática é eliminada, o endoscopista acessa o estreitamento, dilata e coloca moldes de plástico, chamados de próteses, para orientar a cicatrização e aumentar o calibre do estreitamento. Na prática, a prótese biliar plástica entope em 3m. Assim, quando isto ocorre, ela é trocada. Recentemente, a exemplo do que acontece com as próteses metálicas que se colocam nas coronárias (conhecidas como “stents” metálicos), foram introduzidas as próteses metálicas que se expandem e atingem calibre 3x maior do que as plásticas. Elas têm duração maior dos que as plásticas. Uma vez que são 5x mais custosas, há dúvida sobre sua custo-efetividade. Após analisar mais de 1900 pacientes de 19 estudos, os autores concluem que o uso de prótese metálica é custo-efetiva pois oclui menos do que a plástica, tem menor falha clínica, demanda menos reintervenções e tem menor frequência de colangite (infecção da vias biliares). A revisão dos 19 estudos foi bem conduzida e a qualidade destes estudos, bastante razoável. Estamos de acordo com estes achados, e, sempre que possível, indicamos próteses metálicas para tratamento da icterícia obstrutiva maligna, uma vez que amplamente disponíveis em nosso meio.

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