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Sexo durante tratamento de câncer pode melhorar autoestima

Na oncologia, o tema sexualidade tem sido abordado com mais frequência durante o tratamento do câncer, mas essa discussão ainda enfrenta resistência entre médicos e pacientes. Segundo o Dr. Ricardo Caponero, oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é comum que a concentração de energia tanto do médico quanto do paciente sejam na busca da cura e controle na recidiva da doença.

Desse modo, a sexualidade do paciente, embora seja um importante componente terapêutico, costuma ser suprimida das conversas entre as partes. Isso provoca grande dificuldade de relacionamento entre parceiros e pessoas em tratamento oncológico, impactando na autoestima destas e dificultando a volta à normalidade diária. Segundo o oncologista, não são raros os casos de distanciamento e separação de casais ou dificuldades de relacionamento por causa da doença.

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“Tanto homens quanto mulheres sofrem com isso, mas as mulheres jovens costumam sofrer mais com todas as dificuldades que o tratamento oncológico pode causar. Alterações estéticas, irritações da mucosa vaginal, entre outras, podem afastar os parceiros. A atividade sexual durante os tratamentos pode continuar, com algum cuidado devido aos efeitos colaterais que cada tratamento produz”, afirma Caponero.

O especialista alerta que os médicos devem estar dispostos e, se for o caso, até mesmo tentar provocar o assunto. “Muitas vezes o paciente se sente inibido para falar sobre sexualidade e o médico pode se sentir também cauteloso, pois a maneira de abordar o tema não pode gerar dúvidas quanto à sua intenção”, explica.

Para o oncologista, um dos principais problemas é justamente a comunicação, tanto entre médicos e pacientes quanto entre estes e seus parceiros. “Atendi casos em que a paciente se sentia inadequada por causa das alterações estéticas ocorridas durante o tratamento, como queda de cabelo. Por outro lado, o marido também não a procurava porque achava que ela estava fragilizada demais para terem relações.

Os dois queriam, mas, nenhum falava com o outro e foi preciso que o médico fizesse essa ponte entre eles. A qualidade de vida do casal melhorou enormemente e isso se refletiu na disposição da paciente em enfrentar a doença”.

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