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Uma em cada cinco pessoas no mundo desenvolve câncer, aponta OMS

Neste Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, 4 de fevereiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que o número de pessoas diagnosticadas em 2020 foi de 19,3 milhões no ano passado, com cerca de 10 milhões de óbitos.

Setenta por cento das vítimas fatais viviam em países de baixa e média rendas. Uma em cada cinco pessoas em todo o mundo desenvolve câncer. Além disso, um em cada oito homens e uma em cada 11 mulheres morrem.

O tabagismo é a causa mais grave, responsável por aproximadamente 22% das mortes por câncer. Infecções como hepatite e HPV são causadoras de 25% dos casos em países de baixa e média rendas. Obesidade, sedentarismo e consumo inadequado de álcool são fatores de risco, assim como questões ambientais, como poluição do ar e da água. A radiação ultravioleta, principalmente resultante da exposição ao sol, continua sendo a principal causa de câncer de pele.

“Esses números da OMS reforçam a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce. É importante reiterar a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce da doença, que é a segunda mais letal, atrás apenas das cardiovasculares”, alerta o médico pneumologista Álvaro Gradim, presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP).

Brasil pode ter aumento de 42% nos casos até 2030

Um estudo da The Economist Intelligence Unit (EIU) publicado em 2020, estima que nos próximos dez anos, o Brasil pode registrar crescimento de 42% nos casos de câncer. Em toda a América Latina, a previsão de aumento chega a 67% no mesmo período. O número supera o cálculo do Inca (Instituto Nacional do Câncer), que espera registrar um salto de quase 28%.

O cenário pode ser ainda pior, com um possível aumento de casos não detectados precocemente, por conta da pandemia da Covid-19, que contribuiu para a paralização de tratamentos oncológicos e a não realização de exames preventivos e de diagnóstico.

Levantamento da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) mostrou que ao menos 70 mil brasileiros deixaram de receber o diagnóstico de câncer nos quatro primeiros meses de pandemia. Já o estudo publicado em novembro de 2020, pelo The British Medical Journal apontou que a cada quatro semanas de atraso no tratamento, as chances de morte aumentam em até 13%.

O câncer é uma doença que não espera. Alguns meses de atraso no diagnóstico, podem fazer muita diferença no tratamento”, explica Dr. Carlos Teixeira, coordenador de oncologia torácica do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

De acordo com o oncologista, o aumento de casos de câncer ainda é um problema de saúde pública e é importante continuar retendo a atenção da população para os cuidados com a doença. “Os pacientes devem manter seus exames preventivos e o sequenciamento dos tratamentos mesmo durante a pandemia, tomando todos os cuidados de prevenção”, reforça o especialista.

Atenção aos fatores de risco

“É preciso ficar atento a todos esses fatores, buscando prevenir-se. O check-up regular também é importante, pois indica se a pessoa está com alguma doença ou sintomas iniciais”, explica o presidente da AFPESP, lembrando que a atual pandemia prejudicou esses exames periódicos, pois as pessoas passaram a ir ao médico basicamente quando estão doentes, devido à necessidade de distanciamento social.

O médico também demonstra sua preocupação com os dados revelados pela OMS de que, antes da pandemia, mais de 90% dos países de alta renda tinham serviços de tratamento disponíveis contra o câncer, mas isso acontecia em menos de 30% dos de baixa renda. A situação piorou, pois esses tratamentos foram interrompidos em mais de 40% das nações pesquisadas. “Além disso, pessoas que vivem com a doença correm maior risco de desenvolver formas graves de Covid-19”, explica.

O Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, 4 de fevereiro, é uma iniciativa global organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da OMS. Criada em 2000, por meio da Carta de Paris Contra o Câncer, a data tem como objetivo aumentar a conscientização e a educação mundial sobre a doença, além de influenciar governos e indivíduos para que se mobilizem pelo controle, evitando milhões de mortes a cada ano.

Números do Brasil

Estimativa do Inca revelam que o Brasil teve 625 mil novos casos da doença em 2020, sendo 50,3% em homens e 49,7% em mulheres. O câncer de pele não melanoma é o mais recorrente, seguido por mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago. O Nordeste tem a maior incidência de câncer de próstata, com taxa de 72,35 a cada 100 mil habitantes. O Sudeste concentra o maior número de casos de câncer de mama, com 81,06 a cada 100 mil habitantes.

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